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sábado, 18 de março de 2017

Dança dos Orixás

Parte das apresentações em comemoração do aniversário de São José do Rio Preto, a dança apresentada na represa municipal na quinta - feira 09/ 03/2017 foi pura magia.









quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Intolerância Religiosa


Boa tarde meus amigos. Que essa chuva gostosa possa lavar as nossas dores.
Bem, hoje estou aqui para tratar de um assunto muito polêmico e importante: A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.
Recebi este link da minha querida amiga Thaís Emília que sabe de minha preocupação com a discriminação religiosa.
Discriminação é quando se priva o outro de um direito baseado no preconceito. É quando a pessoa proíbe alguém de estar em um lugar por ser negro ou homossexual; quando se tira o direito de alguém por ser pobre ou por ser de outra religião. A intolerância vai além da discriminação, ela não só priva, ela viola os direitos do outro. Nesse caso específico, tratamos de religiões de matrizes afro. Essa intolerância também está ligada ao racismo, pois o Candomblé e a Umbanda não discriminam negros ou homossexuais, fazendo assim que essas pessoas procurem essa religião.
A discriminação envolve direitos e deveres e pode sim estar relacionado com o trabalho de vereador, que entre suas funções está a de legislar para toda a população e não só para um grupo específico e também a função de fiscalizar os serviços públicos e como eles são executados. serviços estes que devem abranger toda a população. Na nossa cidade também acontece este tipo de discriminação, muitos centros, terreiros e roças não legalizam suas atividades justamente por causa desse preconceito e acabam ficando de fora dos direitos que os guardam.
É importante levantarmos essa questão e debatermos para que todos possam usufruir de seus direitos, para que a intolerância seja, cada vez menos, vista no nosso meio.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Umbanda Verde: Julho, mês seco



            O mês de julho é chamado de mês seco devido à baixa umidade do ar e à escassez de chuvas. È um período em que ocorrem muitas queimadas que prejudicam pessoas, animais e o ar. Por isso é tão importante estarmos atentos às entregas e trabalhos feitos em matas ou campos usando velas. Lembre-se que a primeira regra da Umbanda Verde é recolher as sobras das oferendas, não podemos poluir a terra sagrada dos Orixás e o mesmo vale para as velas. O ideal é esperar a queima e recolher os restos, já que a parafina também é poluente e deixar queimando e sair de perto pode ocasionar um incêndio. Não se esqueça que a Umbanda é a natureza sagrada!
            Outro problema que acontece frequentemente no inverno são as queimadas intencionais de terrenos. Isso causa problemas não só para a qualidade do ar, mas também para animais e insetos que fazem parte do ecossistema, para a população do entorno e também para as linhas de energia que podem estar no caminho do fogo. Por isso, nunca comece um incêndio sem antes avaliar os danos para as pessoas, ar e animais que você causar. Tenha bom senso e se coloque no lugar dos outros, pense como você se sentiria se fosse um animal do local a ser queimado ou se fosse um vizinho. Só sabendo que não há riscos pode-se queimar um terreno e no caso de queimadas sempre há riscos, pois pode afetar a casa de pessoas, ruas ou rodovias causando acidentes por falta de visibilidade, baixa qualidade do ar e morte de animais. Nossa região é habitat de corujas buraqueiras, aves de rapina que fazem seus ninhos em buracos no chão e a maior causa de morte dessas aves são as queimadas nessa época de inverno.
            Um umbandista sabe da sua ligação com a natureza e de sua responsabilidade com a mesma, sabe da energia natural dos Orixás e por isso jamais incendeia locais sagrados. Um umbandista conhece Oxóssi e Ossain, Oxum e Xangô, Oxalá e Omolu e por respeito aos mesmos não causa danos ao meio ambiente natural.
            Lembre-se da sua responsabilidade como umbandista!

Saravá


Kelly Cristina da Silva de Oliveira

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Umbanda Verde: Comunhão com o Planeta


            A Umbanda é uma religião que estabelece muitas ligações com o planeta e o cosmo através dos Orixás, sendo assim, é correto afirmar que a Umbanda comunga o sagrado com o natural. Porém, no dia a dia de umbandistas e também de outros religiosos que comungam com a natureza como o Candomblé, Wicca, Daime e outras, acabam esbarrando em inversões comerciais que, sem notar, degradam a natureza.
            Trata-se do uso de cristais, pedras, metais que são abundantemente retirados da terra e que não vão se regenerar. Precisamos nos atentar para o uso consciente destes produtos para que nossa religião não estimule este comércio. Tais produtos foram formados durante milhares de anos na formação do nosso planeta e não há como criar cristais, por exemplo, seria necessário um processo lento e longo, em baixa pressão e altas temperaturas. Hoje, isso não acontece mais. Assim como também é impossível produzir alumínio, cobre ou mesmo petróleo. Quando acabar, acabou!
            A terra, a árvore tem a mesma energia cósmica de um cristal. Você pode sentar-se sobre uma árvore ou pisar no chão de terra e comungar com seus Orixás do mesmo modo como carrega um cristal no pescoço, talvez comungue até de forma mais intensa pelos elementos ainda estarem ligados à terra.
            Precisamos ser menos consumistas, pensar mais no SER e menos no TER. Nossa religião é uma religião natural e devemos praticá-la causando o mínimo impacto possível em todos os sentidos, não somente quando fazemos uma oferenda e colocamos folhas naturais ao invés de tecidos, papéis e plásticos, mas também no nosso modo de vida, procurando produtos com menos agressão ambiental para consumir no dia-a-dia.
            Só temos um planeta Terra. Sagrado e cheio de energia. Basta saber aproveitar bem!

Saravá.

Kelly Cristina da Silva de Oliveira

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Site recomendado

http://umbandamaeiemanja.wix.com/mirassolceumi


Umbanda Verde: Início de Ano (postagem atrasada)

Janeiro de 2016, quem diria, chegou e nos pegamos fazendo planos pra coisas novas ou pra resolver velhos problemas. Lembrando que este ano é regido por Oxalá e Iemanjá e, portanto, ano de muitas mudanças, ano voltado para a fé e para a ação desta fé. Para começar o ano eu volto a fazer as duas perguntas que fiz no último mês de 2015: O que você fará esse ano pela sua vida neste planeta? Como você trata o seu ambiente? São perguntas simples, mas que trazem grandes reflexões e até grandes ações para aqueles que realmente praticam a umbanda em seus corações e ações. Volto a repetir e farei isso quantas vezes for necessário: a umbanda é religião de caridade extremamente ligada à natureza e jamais deve ser praticada prejudicando o meio ambiente.
            Janeiro é mês de Oxóssi, Orixá de fator expansor que atua sobre o raciocínio dos seres, que trabalha na irradiação do conhecimento junto com Obá. E os dois juntos são da onda geradora vegetal. Neste mês costuma-se fazer trabalhos e oferendas nas matas para Oxóssi, Obá e seus caboclos e venho contar uma história narrada por uma cambone de um acontecido em trabalho numa mata. Ela relatou que o Caboclo Folha Verde, já incorporado, abraçava as árvores e chorava, dizendo que as pessoas estavam destruindo tudo e que logo eles não teriam mais de onde tirar energia e que o mundo ia sofrer muito mais, ele não quis acender nenhuma vela, pois preferia plantar árvores. Se você ainda não se convenceu que os guias e Orixás não querem oferendas que poluam ou prejudiquem o ambiente de qualquer forma, Caboclo Folha Verde pode te orientar.
            Oferendas para Oxóssi ou pra qualquer Orixá feito em matas ou mesmo em encruzilhadas podem ser retirados ritualmente, sem prejudicar a energia do trabalho nem o ambiente em que se encontra. Consulte o seu Baba, ele deve conhecer rituais de retirada e recolhimento. “Precisamos nos lembrar que a Umbanda já é muito mal vista por causar “sujeira” em praias, esquinas ou matas, além de outros preconceitos que não vou abordar aqui. Podemos sim encontrar meios de deixar a Umbanda mais VERDE de verdade, combinando com a energia dos Orixás. Lembrando que as entidades não comem as comidas que oferecemos e sim se beneficiam das energias dos elementos que oferecemos. ” 1
            Para saudar 2016, Oxalá, Janeiro e Oxóssi porque você não planta uma árvore? Há dezenas de parques e praças, córregos e rios que precisam de mais verde. Será uma ótima oferenda.
            Feliz Ano Novo.
Kelly C. S. de Oliveira


Fonte: 1. http://umbandaeucurto.com/umbanda-eu-curto/2014/cotidiano/a-relacao-entre-natureza-oferendas-entregas-e-despachos/#.VovNS_krLIV

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Umbanda Verde: Fim de Ano


            Dezembro chegou e muitos de nós ficamos nos perguntando o que fizemos do ano, ou como passou tão rápido ou até planejando o próximo ano. E eu venho com duas perguntas simples. Feitas para estimular seu senso crítico e autocrítica. Pergunto não só como umbandista, mas como professora, educadora ambiental, mulher e ser vivente nesta esfera: O que você fez esse ano pela sua vida neste planeta? Como você trata o seu ambiente?
            A umbanda verde vem sempre propiciar novas ideias para antigos rituais de modo que não agridam ao meio ambiente e nem atinjam a essência dos Orixás. “A associação dos Orixás a determinados campos vibratórios da natureza tem suas razões, porque são seus reinos naturais e é por meio dos elementos formadores destes reinos que devemos procurar compreender suas atuações em nossas vidas”. 1
            O final do ano é a época em que se fazem várias oferendas para Iemanjá, portanto a preocupação com o impacto que essas oferendas podem causar não é só justa, como necessária. Todos nós sabemos que a casa, o reino de Iemanjá é o mar. Um santuário sagrado que tem na faixa de areia o seu culto, faixa de areia essa, que é a fronteira entre o terrestre e o marinho, entre o humano e o divino. Ao preparar nossas oferendas é importante pensar que tudo será levado ao mar e que então, devemos oferecer somente o que foi biodegradável ou oxibiodegradável. Cestas de jornal reaproveitado, ou de palha fina são boas opções, também flores naturais. Devemos ter a preocupação de não lançar ao mar os vidros de perfume, espelhos, nem maquiagem pois além de poluentes podem causar acidentes a banhistas ou morte a animais marinhos que ingerem essas embalagens acidentalmente. Uma boa dica é “deitar” o perfume sobre as flores e colocar os pedidos em papel fino sem adição de plástico.
            Lembrem-se que o plástico é um dos piores inimigos da vida marinha.
            “O mar é casa das algas azuis, que geram oxigênio continuamente; também é um viveiro que dá sustentação a todas as formas de vida marinha, assemelhando-se a um útero que gera vidas incessantemente.” 1
            Iemanjá é a força geradora de Olorum.
            Lembrem-se também que ocorreu um crime ambiental em nosso país, em Mariana, MG e o resíduo tóxico já chegou ao mar no estado do espírito Santo. Talvez você possa fazer doações de água para as cidades afetadas em nome de Iemanjá. Tenho certeza que a caridade da umbanda será muito bem recebida como oferenda para essa Orixá do Mar.
            Pense e repense.
Feliz Natal, que Oxalá esteja te iluminando.



Fonte: 1. SARACENI, Rubens. Fundamentos Doutrinários de Umbanda. São Paulo: Madras, 2012

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Umbanda verde

Umbanda Verde: União com Ibeji

            O hábito de se fazer oferendas não é novo e não foi criado por nenhuma das religiões que existem atualmente, é um costume inerente à humanidade desde as primeiras civilizações humanas. Na Umbanda a oferenda tem significados mais amplos, ligados ao divino, ao natural e ao espiritual, fazendo um equilíbrio e sustentando os procedimentos magísticos, entre eles, as oferendas.
            Como sabemos, um Orixá não bebe e não come, mas conhece toda a ciência dos teores e dos princípios mágicos e energéticos. Todo Orixá é ligado ao Cosmo de alguma forma e assim também à Terra e desta maneira é necessário reavaliar as oferendas, de modo a deixá-las mais próximas do natural. “Nas religiões naturais, de culto a Deus e Divindades na natureza, no geral se pratica a oferenda daquilo que vem da natureza, ou seja, flores, frutos, grãos etc. A Umbanda é uma religião natural.”
            Oferendar também é uma forma de presentear e garrafas, plásticos e copos descartáveis não são presentes. Presenteie com a natureza!
            Este mês é celebrado a alegria de Ibeji e como não podia deixar de ser, as oferendas mais comuns são doces e refrigerantes, sempre com adornos rosa e azuis e brinquedos. Para estas oferendas, a sugestão da Umbanda verde é sempre desembalar os doces, pois as embalagens demoram a se decompor no ambiente, causando sujeira no local da oferenda, o vento desloca-as facilmente e a chuva pode levá-las para tubulações de esgoto; Outra possibilidade é usar papel de seda ao invés de tecidos ou o famoso TNT (tecido-não-tecido). Embora exista TNT biodegradável, ele não é facilmente encontrado e seu custo é mais alto. As velas podem ser brancas, cor-de-rosa e azul-claro e deve-se esperar a queima total quando for feito em jardins ou campos floridos, para evitar acidentes; as fitas e as linhas usadas também podem ser biodegradáveis, que já são bastante comuns; as frutas (uva, pêra, pêssego, goiaba, maçã, morango, cerejas e ameixas) podem ser depositadas sobre folhas naturais; as comidas (doces de frutas, arroz-doce, cocadas, balas, bolos e quindins) podem ser oferecidos em alguidar (prato de barro) ou também sobre folhas naturais; as bebidas (refrigerantes, água de coco e suco de frutas) podem ser oferecidos em copos de barro ou servidos em copos biodegradáveis. Há uma boa opção de copos descartáveis biodegradáveis aqui no Brasil que é o copo a base de mandioca, que não usa componentes do petróleo em sua composição. Porém, o ideal ao fazer a oferenda em um jardim é retirar tudo depois da queima das velas.
            Para as oferendas de brinquedos é ideal oferecer diretamente ao Ibeji incorporado, assim ele fará uso quando quiser. Outra idéia muito comum em terreiros pelo Brasil é fazer a oferenda de brinquedos entre crianças carentes, bem como festas em abrigos ou orfanatos, assim tudo é consumido e os dejetos devidamente encaminhados para coleta.
            A Umbanda é caridade e o umbandista deve se preocupar com o impacto que causa no ambiente, ligando-se cada vez mais aos Orixás.
Salve a Umbanda! Salve o verde!


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Umbanda verde: Iniciando a Conversa

Umbanda Verde: União com os Orixás

            Umbanda verde é um termo empregado em várias vertentes da umbanda em todo o Brasil, sempre representando os atos e ritos da religião com o menor impacto ambiental possível. É claro que as questões ambientais estão na moda e isso poderia ser somente mais um modismo também na umbanda, porém, há muito mais ligações da religião com a sustentabilidade do que podemos imaginar. E é disso que se trata essa coluna.
            Bem, antes de explicar em mais detalhes o que vem a ser a UMBANDA VERDE, vamos retomar um ponto de Oxóssi:
“ A mata estava escura,
Uma anjo clareou
No centro da mata virgem
O Seu Oxóssi
Aqui chegou...”
            Esse ponto nos lembra a ligação deste Orixá com a natureza, com a mata. “Oxóssi e Obá são a onda geradora vegetal, com o fator expansor e concetrador”1, respectivamente e estão intimamente ligados às matas e à natureza em geral. Então, ao fazer uma oferenda para Oxóssi em uma mata deve-se ter em mente que o Orixá, por sua energia e regência, estará ligado á oferendas que não agridam ao meio ambiente.
            Mas não é só Oxóssi que está ligado à natureza. Toda a umbanda é uma manifestação natural, quando relacionamos as origens e energias dos Orixás. “O ferro é um dos minérios de Ogum,... a maçã é uma fruta de Oxum”2. Todos os Orixás estão ligados ás forças naturais e ao planeta de alguma forma: Oxum nos rios, Iemanjá no mar, Xangô nas pedreiras, Iansã, Ogum, Oxumaré... Não é possível pensar em um orixá e afastá-lo das forças naturais, são energias intrínsecas, inseparáveis. Assim sendo, é claro e natural que os orixás se ligam às oferendas que não agridem o meio natural, que não causam impactos e estejam livres de agentes poluidores, pois o planeta e o cosmo é seu lar e um não se completa sem o outro. Não é possível imaginar Oxum feliz com uma oferenda poluindo o Seu rio, ou Iemanjá sendo saudada com oferendas de plástico em Seu mar, Iansã feliz com bexigas soltas no ar... O Orixá é uma força natural!
            É necessário repensar os materiais que usamos para as oferendas e ter em mente que a melhor atitude é aquela que não agride o ambiente. Então, não deixe vidro, metal, tecidos, etc. depois de fazer suas oferendas, usem papel de seda, potes de barro, palha, flores e folhas e lembre-se de recolher tudo depois de queimadas as velas. Há várias outras orientações sobre como agir e o que usar e em breve, aprofundaremos esse assunto.

Salve a umbanda, salve o verde!

Fontes: 1 e 2 SARACENI, Rubens. Orixás Ancestrais: a hereditariedade divina dos seres. Inspirado pelo Mestre da Luz Seiman Hanisés Yê. Ed. Madras. São Paulo, 2006


Kelly Cristina da Silva de Oliveira

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Oxum

 A Orixá Oxum é a Divindade que está assentada no pólo positivo o Trono Mineral, o Trono do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.
 Seu elemento é o mineral, junto com Oxumaré, forma uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias atuam sobre os seres,  estimulado os sentidos de amor e acelerando a união e a concepção dos seres.
 Bela, vaidosa e sensual, Oxum é a deusa do amor e a mais feminina de todas as divindades da Umbanda. Rege a fertilidade e o poder de gestação. É a senhora das águas doces, que irrigam os campos, garantindo fartura, e também do ouro. Por isso, identifica-se com todas as manifestações de riqueza.
 Ela dá de beber às folhas de Ossain, aos animais e plantas de Oxóssi, esfria o aço forjado por Ogum, lava as feridas de Obaluaiê, compõe a luz do arco-íris de Oxumarê. Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é porque ela está dentro de nós. Como o rio, que sempre caminha pro mar, a Oxum da Umbanda está diretamente ligada à Rainha do Mar, encabeçando a legião das sereias de águas doces.
 Oxum é a força dos rios, que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. É a Mãe da água doce e Rainha das cachoeiras. Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor, puro, real, maduro, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe. É Oxum que gera o nascimento de novas vidas que estarão no período de gestação numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas.
 É Oxum que “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entrega à Iemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança. Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. Os seus filhos são a sua maior riqueza.  
O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por conseqüência, a felicidade. 
 Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor.
 Ela é o elo que une os Seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual.
 É o elo que une dois Seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida.
 Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da Riqueza, Senhora do Ouro e das Pedras Preciosas.


HISTÓRIA: 
 O seu nome deriva do rio Osun, que corre na Iorubalândia, região nigeriana de Ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê
 É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex. Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu...
 Em seu livro Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns, Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: "Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo."
Oxum é um Orixá feminino da nação Ijexá adotada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza, em Oxum, os fiéis também buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões e na vida financeira, tanto que muitas vezes é chamada de Senhora do Ouro que outrora era do Cobre por ser o metal mais valioso da época.
 Na natureza, o culto à Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derramam lágrimas ao incorporar, característica que se transfere a seus filhos identificados por chorões.
 Candomblé Bantu - a NkisiNdandalunda, Senhora da fertilidade, e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi, tem semelhanças com Oxum.
 Candomblé Ketu - Divindade das águas doces, Oxum é a padroeira da gestação e da fecundidade, recebendo as preces das mulheres que desejam ter filhos e protegendo-as durante a gravidez. Protege, também, as crianças pequenas até que comecem a falar, sendo carinhosamente chamada de Mamãe por seus devotos.


ARQUETIPO DOS FILHOS DE OXUM 
Os filhos de Oxum amam espelhos, jóias caras, ouro, são impecáveis no trajar e não se exibem publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta, do cabelo e, as mulheres, da pintura.
 As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza.
 Talvez ninguém tenha sido tão  feliz para definir a filha de  Oxum como o pesquisador da     religião    africana, o  francês  Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo  de  Oxum é  das mulheres graciosas  e  elegantes,  com paixão pelas  jóias, perfumes e vestimentas caras. Das  mulheres  que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e  sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social".
 Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante.
 Os filhos de Oxum têm tendência para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.
 O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sExúal intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Representam sempre o tipo que atrai e que é, sempre perseguido pelo sexo oposto. Aprecia o luxo e o conforto, é vaidoso, elegante, sensual e gosta de mudanças, podendo ser infiel. Despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.
 Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. São boas donas de casa e companheiras.
 São muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranqüilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.
 O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros.
 Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente, porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Pode vir a ser interesseiro e indeciso, mas seu maior defeito é o ciúme. Um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
 É muito desconfiado e possuidor de grande intuição que muitas vezes é posta à serviço da astúcia, conseguindo tudo que quer com imaginação e intriga. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
 Entretanto, ás vezes, parece esquecer um objetivo que antes era tão importante, não se importando mais com o mesmo. Na realidade, estará agindo por outros caminhos, utilizando outras estratégias.
 Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade


QUANDO OFERENDAR OXUM: 
Para Uniões
Para Engravidar e cuidar da Gestação
Para Atrair riquezas
Para trazer harmonia e prosperidade

FIRMEZA PARA OXUM: 
Quartinha rosa com água de cachoeira e quartzo rosa

LINHA DE TRABALHO QUE DÁ SUSTENTAÇÃO
Pomba-Giras e Crianças

AMANCI
Água de cachoeira com rosas e manjericão macerados e curtidos por 3 dias


TRONO
Trono Feminino do Amor
Linha
Amor
Fator
Agregador, Conceptivo
Essência
Mineral
Elemento
Água Doce
Polariza com
Oxumarê
Cor
Rosa, Azul ou Dourado
Fio de Contas
Contas e Missangas de suas cores, búzios
Ferramentas 
Espelho
Ervas
Colônia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso; Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim, Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria.
Simbolos
Coração e Cachoeira
Ponto na Natureza
Rios e Cachoeiras
Flores
Lirios, Rosas Cor de Rosa e Amarela
Essências
Lirio e Rosa
Pedras
Quarzto Rosa, Ametista, Rubi
Metais e Minérios
Cobre, Ouro, Prata
Saúde
Coração e Aparelhos Reprodutivos
Planeta
Venus
Dia da Semana
Sábado
Chacra
Umbilical (Frontal)
Saudação
Ai-ie-iô (ou Ora Ieiêô)
Bebida
Champagne
Animais
Pomba Rola
Comidas
Omolocum. Ipeté. Quindim (Em algumas casas: banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe)
Números
5
Data Comemorativa
8 de Dezembro, 12 de outubro
Sincretismo
Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras, na Bahia ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres. No Sul do Brasil é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora a esta denominação de Nossa Senhora ora com Nossa Senhora Aparecida.
Incompatibilidades
Abacaxi e Barata
Qualidades
Apará, Ijimum, Iápondá, Ifé, Abalu, Jumu, Oxogbo, Ajagura, Yeye Oga, Yeye Petu, Yeye Kare,  Yeye Oke, Yeye Oloko, Yeye Merin, Yeye Àyálá, Yeye Lokun, Yeye Odo
 Retirado do site: http://www.seteporteiras.org.br/index.php/os-orixas/oxum